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Projeto Tietê
É comum ouvir das pessoas reclamações sobre a poluição do Rio Tietê em seu trecho da capital paulista. Mas, o que muitas pessoas não sabem, é que 36% dessa poluição é conseqüência do lixo que é jogado nas ruas das cidades da Grande São Paulo e da capital. Cada saco plástico, lata, filtro de cigarro e papel, entre outros objetos, que é jogado fora das lixeiras é levado pelas chuvas até o rio que já foi um dia limpo, navegável e com peixes, neste trecho.
Os resultados são enchentes e muita sujeira, seguidos de novas reclamações à procura de responsáveis, de preferência nas administrações públicas. No entanto, um projeto nascido em 1992, após um abaixo-assinado com 1,2 milhão de pessoas que pediam a despoluição do Rio Tietê, já conseguiu reduzir a mancha de poluição em 120 km.

O Projeto Tietê é a mais abrangente iniciativa de saneamento ambiental do País e uma das maiores do mundo.

Alguns municípios da RMSP ainda não tratam esgoto
Segundo a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado, o principal objetivo é coletar e tratar o esgoto de cerca de 18 milhões de pessoas que vivem na Região Metropolitana de São Paulo.
Dividido em duas etapas, a primeira fase do projeto foi concluída entre 1995 e 1998 com investimentos de mais de US$ 1 bilhão, que proporcionaram a inauguração de três novas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), além de centenas de novos quilômetros de redes coletoras e ligações domiciliares de esgotos.

Rio volta a ser limpo e navegável no interior paulista
Atualmente, o Projeto Tietê está na segunda fase, que começou em 2002 e inclui a ampliação dos índices de coleta (de 80% para 84%), do tratamento de esgotos (de 62% para 70%) e, ainda, de obras para a instalação de 1,2 mil km de redes coletoras e de 290 mil ligações domiciliares, entre outras. Segundo a Secretaria de Saneamento e Energia, os trabalhos desta fase se concentrarão no Rio Pinheiros, um dos principais afluentes do Tietê, e o total de recursos investidos será de US$ 400 milhões.
Para o superintendente de Gestão de Projetos Especiais da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Carrela, “ainda é grande o número de residências com ligações clandestinas, que lançam dejetos no rio. Há, também, municípios da Região Metropolitana de São Paulo nos quais o esgoto não tem tratamento e é despejado no rio”.
Um rio que corre para dentro
O Rio Tietê tem uma particularidade. Apesar de sua nascente estar a apenas 22 km do litoral, em vez de correr para o mar, como normalmente acontece com os rios, ele flui para o interior do Estado.
O rio nasce em Salesópolis e percorre 1.100 km até desaguar no Rio Paraná, na divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No entanto, como ele passa, logo no início de sua vazão, pela Região Metropolitana de São Paulo, só se torna limpo novamente nas proximidades do Município de Barra Bonita, a cerca de 250 km da capital. Foi para melhorar seu trecho mais crítico e diminuir a poluição de seus afluentes, na cidade de São Paulo e em outros 33 municípios da Região Metropolitana, que nasceu o Projeto Tietê.
A nascente em Salesópolis - rio não corre para o mar
Link:
- Projeto Tietê
 
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